quarta-feira, 28 de março de 2012
Será o fim dos atestados médicos falsos? Vem aí o e-atestado
Para evitar fraudes no sistema de saúde, a Associação Paulista de Medicina lançou o e-atestado, um atestado médico digital que poderá
ser usado por médicos do estado de São Paulo a partir da próxima segunda-feira
(02/04).
Assim, ficará mais fácil para os empregadores verificarem a
autenticidade dos documentos apresentados pelos funcionários - e tudo acontece online. Para usar, é fácil: basta o
médico possuir o e-CPF, documento eletrônico de identidade, e registrar os
dados do paciente. "Os atestados digitais têm exatamente os mesmos campos
dos impressos, mas, como são preenchidos eletronicamente pelos médicos, não
podem ser falsificados depois", diz Paulo Tadeu Falanghe, diretor de
Previdência e Mutualismo da APM, segundo o site da Associação.
No modo eletrônico, um
atestado com um número identificador é gerado. Esse número é o que será usado
para consultas de autenticidade. Porém, há um custo de R$1 por cada atestado.
Esse valor pode ser pago pelo próprio médico ou pela empresa, que vai adquirir
os documentos e os fornecerá para os profissionais que atendem seus pacientes.
Florisval Meinão, presidente da Associação Paulista de Medicina,
diz que não há "uma dimensão exata das fraudes, mas sabemos que é uma
coisa comum". Ele explica que o e-atestado poderá comprovar a veracidade
do documento, e não existirá mais a necessidade de chamar os médicos para
prestar possíveis esclarecimentos na delegacia.
A Associação pretende ampliar o e-atestado, atingindo outras áreas
como as de laudos de perícia, receitas de medicamentos de alto custo e até de
remédios comuns. Mas, para esses casos, ainda não há previsão de criação ou
implantação da ferramenta.
Meinão diz que "é como a questão do imposto de renda",
que antes era feito em papel e hoje pode ser enviado em forma eletrônica. Ele
também diz que "a sociedade entendeu que é preciso minimizar ao máximo o
uso do papel e usar métodos mais modernos e seguros".
Hoje, existem casos de pessoas que nem sequer são médicos e
utilizam blocos de atestados roubados e até carimbos falsificados em nome de
profissionais. Além disso, também existem os atestados legais, que são emitidos
apenas para favorecer o paciente.
fonte: olhardigital



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